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27, SETEMBRO 2017

Milk One chega para auxiliar o produtor na busca pela qualidade do leite

Noticia

A qualidade do leite começa na propriedade, com o trabalho realizado pelo produtor. Para auxiliá-lo nesta tarefa, nasceu a Milk One, empresa de consultoria em qualidade do leite, fundada pelo médico veterinário e patologista, Gabriel Frainer. “Falo em qualidade no mais amplo sentido, pois trabalhamos essencialmente com a sanidade do úbere do animal para que a partir daí tenhamos uma matéria-prima superior e dessa maneira um produto de excelência para o consumidor”, diz Frainer, que conta com o auxílio de colaboradores e alunos de graduação e pós-graduação em estágio curricular obrigatório, além de estagiários extracurriculares na sua equipe.

O trabalho da Milk One é feito parte na fazenda, parte no laboratório, onde as amostras de leite são inoculadas em meios de cultivo microbiológico para a identificação dos microorganismos que possam estar causando prejuízo, explica Frainer. A empresa atua em todo o Estado, e os seus laboratórios estão situados em Porto Alegre e Novo Hamburgo. Presta consultoria em qualidade do leite para controlar mastites e melhorar os

índices produtivos do rebanho, trabalha com prevenção de doenças conhecendo a prevalência dos patógenos do rebanho e desenvolve programas de controle e monitoramento de mastites, conforme a necessidade de cada propriedade, explica.

“Dessa forma, diminuímos o número de tratamentos ineficientes, prevenimos novas infecções e com as informações baseadas na prevalência de bactérias e índices individuais de Contagem de Células Somáticas (CCS) monitoramos a evolução do trabalho”, ressalta.

Para chegar ao produtor, a equipe realiza visitas diretamente na propriedade, acompanha rotinas de ordenha, define de quais animais devem ser coletadas amostras e, em um segundo momento, retorna com as informações de laboratório para agir na tomada de decisões dentro da propriedade. “Essas ações são para tratar os casos de mastite conforme a maior chance de sucesso que pode ser alcançada, melhorar o tratamento de período seco, além de diminuir as infecções dos úberes das vacas mais jovens”.

A equipe Milk One acredita que o caminho para o produtor de leite alcançar o sucesso é o aumento da qualidade do produto, acompanhado do aumento da produtividade. “Nessas propriedades nosso serviço é essencial, pois há um aumento na produção sem aumentar o número de animais em ordenha”.

Frainer salienta que há uma demanda crescente por derivados do leite como o queijo e o iogurte, produtos que demandam matéria-prima de maior qualidade. Dessa maneira, o serviço prestado pela empresa, transcende a importância direta para o produtor e se mostra de grande valia também para a indústria. “Para o futuro, pretendemos expandir o trabalho pois o campo está se tornando cada vez mais tecnificado e a produção de leite precisa acompanhar as inovações que podem melhorar a produtividade dos rebanhos, trazer mais rentabilidade para as propriedades por trabalharem com animais mais saudáveis”, diz. Para a indústria, abre-se a possibilidade de produzir alimentos de alto valor nutricional e qualidade idêntica ao de produtos importados.

Segundo ele, o produtor é a peça mais importante na cadeia de leite, para garantir matéria-prima de qualidade. “É ele quem está diariamente em contato com as vacas e quem deve manter atualizadas as informações relativas à mastite, assim, temos informações para avaliar se estamos realizando o trabalho da forma mais efetiva”.

Atualmente, a Instrução Normativa (IN) 62 regulamenta que o leite deve ter CCS de no máximo 400.000/ml e Contagem Bacteriana Total (CBT) máxima de 100.000 Unidades Formadoras de Colônias (UFC). “Sabemos que uma vaca saudável tem CCS de 200.000 porém, a partir de 150.000 já sem tem perdas produtivas que podem ser de 98 litros de leite se a vaca for de primeira cria. Se essa mesma CCS ocorrer em uma vaca de duas crias ou mais as perdas produtivas podem chegar a 196 litros de leite durante uma lactação”, ressalta. Por outro lado, ele destaca que a CCS e CBT afetam diretamente o valor industrial do leite e características de qualidade sensorial (sabor), o que muitas vezes não é o principal critério de escolha dos produtos lácteos.

“Muitas áreas do sistema produtivo de leite são atingidos pelo leite com alta CCS produzido por uma vaca com mastite subclínica”. A indústria sofre com perdas de rendimento dos derivados e redução do tempo de prateleira dos produtos. O produtor tem diminuição da produção de leite, aumento do custo de produção e descarte de vacas e o consumidor é impactado por produtos de qualidade inferior, além do aumento do risco de antibióticos no leite, finaliza.

Luciara Schneid

Assessora de Imprensa

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