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28, DEZ 2017

​Mensagem de fim de ano da Gadolando

Noticia

Caros companheiros da Gadolando e demais produtores de leite:

Estamos findando um difícil 2017! Ano que se mostrou pior que 2016 e que, por sua vez, já foi pior que 2015! Esta é a realidade do setor leiteiro no nosso Estado!!!

Os produtores de menor expressão já pararam de produzir. Segundo dados da Emater/RS, 19 mil famílias deixaram a produção em 2017, representando uma queda de 4% no setor. E estes são produtores que tiram pouco leite. Já os mais organizados não podem interromper, pois o reflexo sobre os rebanhos seria desastroso. Vacas de alta produção interrompem a reprodução, pois com vacas mal alimentadas, o resultado negativo é maior.

Na última reunião do Conseleite, foi sugerido aos produtores que reduzam a produção em 10% como solução de mercado, em função de que as indústrias estão com estoques muito altos e, sem condições de colocação no mercado. O representante da Farsul disse à Zero Hora: “Os produtores devem se ajustar ao momento”. Na verdade, esta redução já vem ocorrendo, uma vez que os valores recebidos não cobrem o custo de produção.

No mesmo dia em que foi feito o anúncio, o governo determinou um aumento de 30% no preço da energia elétrica. E não há qualquer atitude governamental para buscar uma solução para uma crise sem precedentes neste setor, pelo contrário, o governo vê vantagens, pois o leite a preços baixos faz baixar o cálculo da inflação. E os membros do Conseleite, em sua maioria, vivem em função do leite, mas seus honorários não estão indexados ao preço do produto.

Com relação à Gadolando especificamente, afirmamos que a entidade sente o reflexo do acima exposto, e que houve uma queda de aproximadamente 10% no número de registros em relação a 2016. Conseguimos equilibrar a situação, pois como já prevíamos tal acontecimento, fizemos, no inicio do ano, uma redução do nosso quadro funcional, o que representou uma diminuição de aproximados 40% da folha de pagamento.

Com todo o quadro negativo, temos dificuldade de promover eventos. Os produtores não querem aumentar seus gastos, uma vez que o retorno deveria se traduzir na comercialização de matrizes a preços compensadores, porém, o mercado está parado e, praticamente, não há comércio.

Como mensagem, queremos dizer que é necessário que sejamos mais contundentes nos nossos protestos e reivindicações. Lembro que em países da Europa, produtores bloqueiam estradas, invadem indústrias e até já atearam fogo num posto de recebimento de leite (França 2016).

As importações, que haviam politicamente sido suspensas, foram novamente liberadas por decisão do Ministério da Fazenda que atende a interesses maiores. Nós, produtores rurais, não temos representatividade política e somos sempre vencidos pela força da indústria.

Sem ação, não há reação!!!

Jorge Fonseca da Silva - Presidente

Foto: Flash Color - J.M. Alvarenga e Gregório Nunes

Assessoria Gadolando

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