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POR QUE FAZER?

  • Fornece uma avaliação objetiva de cada animal, individualizando qualidades e deficiências individuais;
  • Orienta e torna mais eficiente a realização dos acasalamentos dirigidos;
  • Auxilia na seleção das novilhas para reposição, facilitando o descarte das filhas das vacas com defeitos importantes;
  • Valorização comercial dos animais, famílias e rebanhos classificados;
  • Prova de touros, considerando que a classificação das filhas, junto com o controle leiteiro, é condição indispensável para a prova de reprodutores;
  • Avalia a eficiência do programa genético pela comparação da pontuação das mães e filhas;
  • Possibilita evolução de animais PCOC (puros por cruza com origem conhecida) para PO (puros de origem).

REGISTRO SELETIVO

O Registro Seletivo identifica a conformação ideal para produção, através de avaliações morfológicas de reprodutores e matrizes, de acordo com a tabela de pontos da raça e critérios uniformes, em todo território nacional, para a raça Holandesa.
Para viabilizar a definição adequada do animal funcional, os criadores devem submeter todos aos animais de seu rebanho ao registro Seletivo e ao Controle Leiteiro.
O resultado da classificação será transcrito na genealogia do animal, acrescido da idade do mesmo no momento da avaliação.

  • Dos resultados de diferentes Classificações, prevalecerá o de maior pontuação final;
  • A classificação MB e EX virão procedidas de algarismos, quando o animal for classificado por mais de uma vez na mesma classe.

É obrigatória a apresentação do certificado de Registro ao Técnico no momento da Classificação, para a devida identificação do animal.
As fêmeas serão classificadas em lactação e apenas uma vez em cada lactação. Os machos serão classificados apenas uma vez em cada ano.

  • Ficará a critério do técnico decidir se um animal deve ou não ser classificado ou re-classificado, em decorrência de seu estado no momento da visita;

O local para classificação deve ser plano e limpo, com dimensões adequadas.
O animal poderá ser conduzido por cabestro ou apresentar-se solto, a critério do avaliador.
O técnico, ao classificar, terá em mente somente o Tipo Padrão, desprezando as circunstâncias de idade, meio e manejo.

CONSTITUEM DEFEITOS A SEREM OBSERVADOS:

CABEÇA

  • Cegueira Total: Desclassificação;
  • Cegueira de um olho: descriminação leve;
  • Estrabismo: discriminação leve;
  • Cara torcida: desclassificação;
  • Prognatismo: desclassificação

APRUMOS

  • Câimbras: discriminação grave;
  • Joelhos fechados ou com derrames: discriminação leve a grave;
  • Jarretes fechados ou com derrames: discriminação leve a grave;
  • Artrites evidentes: discriminação grave;
  • Cascos abertos ou achinelados com gabarro: discriminação leve a grave;
  • Quartelas fracas: discriminação leve a grave.

CONFORMAÇÃO

  • Animais muito pequenos ou muito grandes: discriminação leve a grave;
  • Ombros alados: discriminação leve a grave;
  • Cauda torcida, alta ou anormal na inspeção: discriminação leve a grave;
  • Retração perineal ou anal: discriminação leve a grave;
  • Animais magros ou gordos demais: discriminação leva a grave;
  • Monórquida ou criptorquia: desclassificação.

SISTEMA MAMÁRIO

  • Teta imperfurada, fistulada ou quarto seco (perdido): discriminação leve a grave e o animal será classificado no máximo como MB na pontuação final;
  • Teta machucada ou ferida: discriminação leve;
  • Edema: discriminação leve a grave;
  • Um ou mais quartos desbalanceados, abscessos no úbere, obstrução nas tetas, tetas palmípedes: discriminação leve a grave.

LESÕES MENORES OU TEMPORÁRIAS

  • Defeitos ou lesões de caráter temporário que não afetem a utilidade do animal: discriminação leve.

O técnico determinará uma classificação para cada região anatômica do animal, de acordo com estas especificações:

EXCELENTE (EX)

Receberá esta classificação a região anatômica que estiver extremamente perto do padrão para a raça.
Ao atribuir tal classificação, o técnico terá convicção de que a região não sofrerá desgaste com a idade.

MUITO BOM (MB)

Identifica uma região anatômica próxima do padrão, quase perfeita. É uma região perfeitamente funcional e, se apresentar algum defeito, será apenas estético. Esta é a classificação máxima a ser atribuída a vacas de primeiro parto, em aparência geral e sistema mamário.

COM PARA MAIS (B+)

Identifica uma região bem conformada, sem defeitos de importância funcional. Deve ser superior a média.

BOM (B)

Identifica uma região útil, mas que apresenta algum defeito funcional.

REGULAR (R)

Identifica uma região com defeitos funcionais graves, sem, no entanto inutilizar o animal para a função.

FRACO (F)

Identifica uma região definitivamente indesejável para a raça.



Os animais serão classificados em seis classes na pontuação final:

a) EXCELENTE (EX) De 90 a 100 pontos
b) MUITO BOM (MB) De 85 a 89 pontos
c) BOM MAIS (B+) De 80 a 84 pontos
d) BOM (B) De 75 a 79 pontos
e) REGULAR (R) De 65 a 74 pontos
f) FRACO (F) De 50 a 64 pontos

observações

A pontuação final espelha fundamentalmente uma avaliação de utilidade total do animal e não apenas uma somatória de pontos.
Nenhuma vaca será classificada EXCELENTE se não tiver o mínimo de três crias comprovadas.